terça-feira, 10 de novembro de 2009

Morning Light

Quinze velejadores enfrentam prova de resistência
Foto: Google Image

O documentário produzido pelos estúdios Disney (Morning Light, EUA, 2008), com direção de Mark Monroe, é uma boa opção para quem gosta de aventura. Mais ainda, para quem curte o estilo reality show. Conta a história de homens corajosos e mulheres determinadas que enfrentam o maior desafio de suas vidas.
São 12 rapazes e três moças, na faixa etária dos 20 aos 30 anos, que convivem no barco com o título do filme para adquirirem o direito de disputar uma prova final de 2.300 milhas de navegação no Havaí, ao lado de profissionais mais graduados. Eles precisam combinar suas habilidades e defeitos para conseguir os objetivos.
Nos 100 minutos que duram o filme, são mostradas as tentativas de união entre eles para literamente não deixarem o barco virar. Para quem acompanha atrações desse tipo na televisão, será fácil gostar, embora não se possa definir como uma atração marcante. Já o visual marítimo é irresistível. (Ronaldo Victoria)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um Lugar Chamado Brick Lane

Tannishtha Chatterjee: de Bangladesh para Londres
Foto: AllMovie Photo
Demorou dois anos para chegar aqui o drama (Brick Lane, Reino Unido, 2007) dirigido por Sarah Gavron, inglesa especialista em documentários. O título nacional força uma semelhança com a comédia romântica Um Lugar Chamado Notting Hill, mas o clima é outro. Brick Lane é um bairro de Londres que recebe boa parte de imigrantes asiáticos e pouco tem de romântico, pelo menos à primeira vista.
Para lá vai Nazneen (Tannishtha Chatterjee), que troca sua Bangladesh natal por conta de um casamento arranjado com um homem bem mais velho, a quem nunca viu. As primeiras cenas mostram a despedida dela da irmã mais jovem, que fica no país. Depois vemos Nazneen já ambientada (em parte, claro) em Londres. O roteiro evita o lugar-comum de retratar o marido, Chanu (Satish Kaukish), como um ditador. Mostra os dramas do casal, que perdeu o primeiro filho, um menino, e tem duas meninas. Pela cultura ancestral, é um fardo para eles terem apenas mulheres.
Com o tempo, acontece um envolvimento dela com Karim (Christopher Simpson), jovem e bonito. Nazneen fica dividida entre ficar com ele ou acompanhar o marido, que deseja voltar a Bangladesh. O final talvez não seja o que se espera.

domingo, 8 de novembro de 2009

Efeito Borboleta 3

Chris Carmack e Rachel Miner: fórmula diluída
Foto: Google Image
O primeiro filme da série, que revelou Ashton Kutcher para o cinema, foi um sucesso surpreendente. Por isso gerou continuações, dentro da lógica de linha de montagem do cinema americano. Esta aqui prova que a receita começa a desandar, se já não desandou de vez. É como dizem: quanto mais se tenta requentar um café, mais sem gosto ele fica.
Dessa vez o personagem principal é Sam (Chris Carmack). Ele continua com a habilidade de ir e voltar no tempo e deu um jeito de tirar partido dessa habilidade, trabalhando para a polícia com o objetivo de resolver casos complicados. E a forma como faz essas viagens é bem simples: ele entra numa banheira cheia de gelo, coloca uns eletrodos e pumba!, vai para onde quiser.
Só o ponto de partida já não convencer, mas tudo piora com o decorrer da história. A ligação da irmã do rapaz, Jenna (Rachel Miner), é outra coisa que também não faz o menor sentido. Perda de tempo (sem trocadilho). (Ronaldo Victoria)

sábado, 7 de novembro de 2009

Sinédoque Nova York

Samantha Morton e Hoffman em cena: confusão "cabeça"
Foto: Google Image
Famoso como roteirista de filmes como Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Quero Ser John Malkovich e Adaptação, Charlie Kaufman faz sua estreia na direção com esse filme. Nele, coloca mais uma vez em cena todas as suas características, ou seria melhor dizer, as suas esquisitices.
Os personagens são todos bastante estranhos, assim como as situações em que vivem. Kaufmann também usa e abusa do surrealismo, da troca de personagens no meio da trama e sem dar a mínima para as convenções de tempo e espaço. Claro que o espectador fica confuso, mas ele parece acreditar que a aura de filme “cabeça” pode compensar o desconforto. Não pode.
A história começa falando de um escritor vivido por Philip Seymour Hoffman que começa a adoecer. Nisso a trama passa a dar vários pulos, o personagem passa a ser vivido por outros atores (e atrizes), até que se perca de vez a noção. O ótimo elenco feminino (Michele Williams, Samantha Morton, Catherine Keener, Dianne Weist, Emily Watson) acaba tendo pouco o que fazer. (Ronaldo Victoria)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Frente a Frente com o Inimigo

Jonny Lee Miller: mensageiro da paz
Foto: Google Image

Se existe algum fator que possa atrapalhar a carreira deste suspense (Endgame, EUA, 2009) no formato DVD (já que nem foi exibido nos cinemas) é o fato de falar a respeito de um assunto que aos olhos do público já parece resolvido: o vergonhoso regime do apartheid na África do Sul. Mas o filme dirigido por Pete Travis (o mesmo do empolgante Ponto de Vista) conta como essa transição foi realizada. E por isso tem tudo para ser de fato atraente.
Tudo se passa nos anos 80, quando os negros ficam confinados em guetos como Soweto e Nelson Mandela ainda está na prisão. O roteiro mostra que a situação, de eminente guerra civil, incomoda também grandes corporações, como a Consolidated Gold. Ela envia um representante, Michael Gold (Jonny Lee Miller, primeiro marido de Angelina Jolie) a tentar um acordo de paz.
Pelos brancos, e lutando pelo fim do radicalismo, se coloca o professor de filosofia Will Esterhyse (William Hurt). Pelos negros fala o presidente do Congresso Nacional Africano, Thabo Mbek9 (Chiwetel Ejiofor). Interessante e bem resolvido. (Ronaldo Victoria)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dragon Ball Evolution

Justin Chatwin enfrenta inimigos: lutas que não convencem
Foto: Google Image

Há adaptações de outros meios que simplesmente não funcionam no cinema. E basta ser um espectador experiente (nem precisa ser crítico) para perceber o fato em poucos minutos. Nem se trata de preconceito contra uma produção mais destinada ao público infantil. É o que acontece com o longa-metragem dirigido por James Wong.
Adaptado do mangá e anime de nome similar, o filme conta a história do jovem de 18 anos Goku (Justin Chatwin) que, para salvar o mundo do espírito vingativo do extraterrestre Piccollo (James Masters), precisa correr contra o tempo a fim de reunir as sete esferas do dragão expressas no título.
É uma história simples, mas há dois grandes problemas. O primeiro é a qualidade dos efeitos especiais, questão fundamental para este tipo de filme, e que resultam bastante duvidosos. São todos feitos por computador e não convencem nunca. Outro é a fluência da narrativa, ou seja, o ritmo com que é contada a trama, que começa bastante arrastada, sem prender a atenção do público no início, para no final se tornar quase histérico. Para complicar ainda mais, as cenas de luta são muito montadas e soam artificiais. Desperdício de tempo. (Ronaldo Victoria)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sexo e Mentiras em Las Vegas

Mena Suvari e Matthew Modine: paixão e dinheiro
Foto: Google Image
Drama feito para a televisão americana (Sex and Lies in Sin City)S, tem todas as qualidades e defeitos (bem mais defeitos, diga-se) comuns a esse tipo de produto. O legal é ser rápido, fácil de assistir. O ruim é que exagera um pouco nas tintas do melodrama. E é baseado em fato real, algo que nove entre dez teledramas americanos são. E lógico que se passa em Las Vegas. Aliás, se a gente fosse lembrar filmes que se passam na cidade do jogo, dava um subgênero.
A trama fala sobre Ted Binion (Matthew Modine), dono de um cassino da cidade. Ele se apaixona por Sandy (Mena Suvari), striper de uma de suas casas. Quando ele aparece morto, claro, as maiores suspeitas se viram para a moça. Contra ela se ergue a irmã megera do milionário, Becky (Marcia Gay Harden), e ao seu lado fica o advogado bonitão Rick (Jonathon Schaech). A direção de Peter Medak é exagerada, assim como a interpretação do elenco, que já esteve em melhor fase. Mena Suvari, que foi a loirinha de Beleza Americana, está um pouco decadente, assim como o ex-galã Modine. Só Marcia, que já ganhou o Oscar, mantém a pose como vilã. (Ronaldo Victoria)